Em 1984, Kossoy foi chamado a escrever a verbete de Florence (600 palavras) para a Enciclopédia da Fotografia, editada pelo
International Center of Photography dos Estados Unidos. E, em 1985, recebeu do governo francês a comenda Chevalier dans
LOrdre des Arts et des Lettres, a mais importante Comenda cultural da França.
A condecoração é pelo conjunto da obra de Kossay como fotógrafo e pesquisador da história da fotografia, mas levou em conta,
principalmente, a pesquisa que revelou Florence como um dos pioneiros da arte fotográfica e como a primeiro, em todo a mundo,
a usar a expressão fotografia. explicou o adido culturaI do governo françês em São Paulo, Yvon Vache.
Para conseguir a reconhecimento mundial da obra de Hercule Florence, Kossoy investigou durante quatro anos a vida do inventor.
Por sorte, o bisneto de Florence, Arnaldo Machado Florence, preservara farta documentação sobre as experiências do bisavô.
Como os diários em que descreve todos as dados da sua descoberta e duas fotografias tiradas em 1833 (de um rótulo de produto
farmacêutico e de um diploma maçônico).
Quando decidiu anunciar a resultado das suas pesquisas sobre Florence, em 1976, Kossoy procurou o aval do Rochester Institute of
Technology, de Nova Iorque, onde as experiências químicas descritas nos diários do inventor puderam ser inteiramente comprovadas.
Comparados as resultados apresentados pelas experiencias de Niépce (1826), Fox Talbot (1835) e Daguerre (1837), as relatórios e
fatos deixados par Florence são bastante sólidos, Segundo Kossoy, para forçar a revisão dos compêndios, mais de 140 anos depois.
Uma informação nova sempre perturba um pouco os historiadores, mas eles sabem se render as provas documentais,
comenta Kossoy.
Florence chegou ao Brasil em 1824, aos 20 anos de idade, movido por seu espírito aventureiro, e viveu 55 anos aqui, onde teve 20
filhos, sem renunciar a nacionalidade francesa.
(Dados fornecidos pelo CENDOTEC).